Rodrigo de Paula (*)

A pergunta que figura no título deste artigo, certamente, já foi feita inúmeras vezes, mas, provavelmente, nunca foi tão atual a reflexão a que ela induz – e é o que pretendemos fazer a partir do cenário que constatamos na rede particular de ensino do Distrito Federal nesses últimos anos.

O Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino (SINPROEP), representante dos trabalhadores docentes, das creches às universidades da rede privada de todo Distrito Federal, nesse início de 2018, deparou-se, mais uma vez, com uma triste e dramática realidade: ao todo, em um ano, até fevereiro, foram demitidos 3.702 professores, número superior aos 3.240 dispensados em 2016.

Chama a atenção o número mais elevado das demissões que serão homologadas pelo Sindicato em janeiro e fevereiro deste ano: 613. Cotejando os dois últimos anos, verificamos, por exemplo, que em novembro de 2016 foram 79 dispensas contra 102 no ano seguintes; e, considerando dezembro, 247 em 2016 e 251 em 2017, uma pequena variação.

O aumento constatado nos últimos meses do ano passado deve-se, certamente, ao impacto da famigerada “reforma” trabalhista do governo Temer e de sua venalidade parlamentar, que passou a vigorar desde dezembro de 2017.

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