No mesmo caminho do governo Temer o Sinepe-DF tenta, de todas as formas, precarizar o trabalho dos educadores, e ofereceu um reajuste abaixo do INPC

 

Brasília, 13 de maio de 2017 – Em assembleia realizada neste sábado (13), na sede do Sinpro-DF, docentes de instituições particulares de ensino rejeitaram a contraproposta patronal, aprovaram indicativo de greve para o dia 25 de maio e abriram possibilidade para um dissídio coletivo. Isso porque, no mesmo caminho do governo Temer, o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF) tenta, de todas as formas, precarizar o trabalho dos educadores, e ofereceu um reajuste abaixo do INPC.

O diretor de comunicação do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF), professor Trajano Jardim, abriu a assembleia falando sobre a negativa do Sinepe-DF em ter um acordo justo e sobre a necessidade de mobilização da categoria. “No caminho que está, pelo visto, eles querem que devolvamos dinheiro para eles. Os patrões estão tentando flexibilizar nossa Convenção Coletiva”, comentou.

Entre outras contrapropostas absurdas, o Sinepe-DF ofereceu: antecipação salarial na folha de pagamento do mês de maio de no mínimo 60% do INPC acumulado dos últimos 12 meses – que corresponde a 2.39% de reajuste, manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2015/2017 até 31 de maio e revisão da estabilidade provisória no final do ano letivo.

Em contrapartida, as instituições de ensino reajustaram as mensalidades em cerca de 12%, segundo dados divulgados pela imprensa.  No dia 25 de maio será definida a data da paralisação. “É uma afronta. Eles não chegaram nem a oferecer todo o INPC, mas mesmo se tivessem oferecido, seria muito pouco. Se for necessário, lutaremos na justiça pelo nosso direito”, comentou o diretor jurídico do Sinproep-DF, Rodrigo de Paula.

CAMPANHA SALARIAL – Mais de 140 escolas foram visitadas até agora, durante a Campanha Salarial da Educação Básica. Nas próximas semanas, as instituições de ensino serão revisitadas e o número será aumentado, na intenção de mobilizar mais professores, também serão utilizados novos recursos como carros de som e panfletagens na porta das escolas conscientizando pais de alunos sobre a situação dos docentes.