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Exame é alvo de polêmica
EDUCAÇÃO
Qui, 22 de Julho de 2010 09:48
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O posicionamento de escolas feito por meio do desempenho de alunos no Enem é motivo de discórdia entre educadores. Para o professor da UnB Remi Castioni, o ranking pouco diz sobre a influência que a escola tem sobre o aluno e desconsidera a baixa adesão dos estudantes ao teste, que é facultativo. “A maior contribuição que o Ministério da Educação poderia dar com o Enem é o efeito escola, que estipula a relevância de uma escola no desempenho do estudante. Para um aluno d e rede privada, que dispõe de muitos recursos e que já vem de uma trajetória acadêmica intensa, o Enem não significa muito. Mas é diferente para os alunos da rede pública”, avalia.

Castioni defende que o modelo atual é centrado no aluno e que seria preciso separar os estudantes por classe socioeconômica para comparar o desempenho médio das escolas e qual foi a contribuição delas para a nota final. “O refinamento seria extremamente útil à sociedade, e não um ranking que diz que as escolas privadas são boas e as públicas, não”, critica.

Assim como Remi, Gláucia Araújo acredita que estudantes do DF não se empolgam muito com o Enem porque ele ainda não é uma garantia de acesso ao ensino superior, em especial, à UnB. “Muitos estão buscando as universidades. Se a UnB adotasse o Enem como meio de ingresso, o número de matrículas aumentaria significativamente”, diz. A UnB anunciou em junho que fará testes com o Enem a partir de 2011, usando os resultados do exame para preencher as vagas remanescentes.